Quem já reclamou de um banco nas redes sociais pode ter recebido, minutos depois, uma resposta simpática de um perfil com o nome e o logotipo do banco, oferecendo ajuda por mensagem. Muitas vezes não é o banco: é o golpe do falso SAC.
Como o golpe funciona
O golpe costuma seguir o mesmo roteiro:
- O perfil imita o atendimento. O nome junta a marca a palavras como "sac", "atendimento", "suporte" ou "oficial". A foto é o logotipo, e a bio repete frases do site verdadeiro.
- Ele procura quem reclamou. O perfil responde a comentários e publicações de clientes insatisfeitos, quando a pessoa está mais disposta a aceitar ajuda.
- A conversa sai da rede social. O falso atendente pede para continuar no WhatsApp ou num site parecido com o do banco.
- O pedido final. Senha, código recebido por SMS, dados do cartão, um pagamento para "liberar" um valor ou a instalação de um aplicativo de acesso remoto.
O mesmo roteiro aparece com financeiras, operadoras de cartão, lojas e empresas de serviços: qualquer marca com muitos clientes e um canal de reclamação movimentado.
Sinais de alerta para o cliente
- O perfil procurou você, e não o contrário.
- O nome do perfil tem a marca junto de palavras como "sac", "suporte" ou "oficial", mas não é o perfil indicado no site da empresa.
- A conversa é levada para outro aplicativo ou para um endereço diferente do site oficial.
- Pedem senha, código de confirmação ou pagamento para resolver o problema.
Bancos não pedem senha nem código de confirmação por mensagem. Na dúvida, o caminho seguro é entrar em contato pelos canais listados no site ou no aplicativo oficial.
Se você já passou dados ou fez um pagamento, procure o banco imediatamente pelos canais oficiais (aplicativo ou telefone no verso do cartão) e guarde os prints da conversa.
O que a empresa pode fazer
Para a empresa, cada perfil falso é um risco para os clientes e para a reputação da marca. Algumas medidas ajudam:
- Divulgar os canais oficiais em um lugar fácil de achar, como o site e a bio dos perfis verdadeiros.
- Acompanhar as redes sociais para encontrar perfis com o nome da marca no @, no nome exibido ou com link na bio para sites suspeitos e para o WhatsApp.
- Separar o que é homônimo do que é imitação. Nem todo perfil com um nome parecido é golpe; o que pesa é o uso do logotipo, das palavras de atendimento e dos links.
- Guardar a evidência antes de pedir a remoção. O perfil pode mudar de nome ou sumir; a tela guardada com data e código de integridade mostra como ele estava.
- Pedir a remoção à rede social, com a evidência, o registro da marca e o motivo do pedido.
Como a Patentiq ajuda
A Patentiq procura perfis que usam o nome da marca no Instagram, no Facebook, no TikTok, no YouTube, no X e no Telegram, separa os perfis oficiais e os homônimos, e mostra o que merece atenção com uma nota de risco e o motivo. O pedido de remoção (takedown) é contratado à parte: quando a empresa contrata o takedown e marca um perfil como fraude, a Patentiq guarda a evidência lacrada e envia o pedido de remoção à rede social. A decisão de remover é da rede social; a Patentiq cuida de que o pedido chegue completo e bem documentado.